Rosa Forte: Transfusão de sangue durante tratamento de quimioterapia

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Transfusão de sangue durante tratamento de quimioterapia

Durante os tratamentos de quimioterapia, somos confrontados com algumas adversidades extra, para além dos sintomas mais frequentes, estão os outros que se vão instalando lentamente, por causarem toxicidade e debilidade ao nosso organismo saudável. É justamente isso que acontece à medula óssea, onde são produzidas as células sanguíneas. 

No meu caso, já tive glóbulos brancos (defesas baixas), tive de suspender tratamento uma semana, já tive plaquetas baixas, também adiei tratamento e, nesta última semana, tive hemoglobina baixa (glóbulos vermelhos, responsáveis pela oxigenação das células). 

🩸Segundo o SNS 24, 

"Genericamente é possível dizer que uma pessoa tem anemia quando laboratorialmente os valores da hemoglobina estão abaixo de 12 g/dl nas mulheres ou 13 g/dl nos homens.

A Organização Mundial da Saúde define anemia quando os valores de hemoglobina estão abaixo de 11g/dL na criança e abaixo dos 5 anos e na mulher grávida."


Pelo que percebi, em oncologia, quando se está a fazer quimioterapia, valores abaixo dos 8 g/dl são motivo para transfusão. Foi isso que me foi aplicado. Fiz o tratamento na terça, mas disseram-me que quarta teria de fazer transfusão sanguínea para os valores não baixarem ainda mais.


Claro que o melhor é não precisar, mas chegando a uma situação semelhante, não há alimentação que nos valha. É mesmo necessária a transfusão para terminar com a anemia e nos dar energia. Andava há semanas a arrastar-me de tanto cansaço e sinto que me fez bem repor os níveis sanguíneos, que entretanto normalizaram.


Quanto ao procedimento em si: no dia anterior, fizeram-me uma recolha sanguínea para analisar à qual chamam tripagem de sangue. Não serve só para saber o grupo sanguíneo e o RH, serve também para analisar outros factores que ajudarão na escolha do melhor sangue para nós.


No dia, fiz a transfusão na sala de tratamentos de quimioterapia. Diretamente no cateter central, demorou cerca de 2h a 2h15minutos. É bastante tempo, comparando com outras medicações. Mas é um procedimento gota a gota, com supervisão de enfermagem para garantir total segurança e nenhuma reação adversa.


Não vou alongar-me sobre a questão, até porque cada pessoa tem as suas convicções e até religiosas, a este respeito. 


Mas posso dizer que este tratamento me fez bem e me permitiu voltar a fazer mais tratamento de quimioterapia sem problema.


Cada dádiva de sangue dá para ajudar três pessoas na minha situação. Por isso, fico eternamente grata a quem doou o  seu sangue, o seu tempo e a sua compaixão, a troco de nada. Obrigada!

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